|
PortoDidacta
www.portodidacta.pt |
|
| Home | Sobre | Downloads | Produtos | Contactos | Clientes | Prémios | Parceiros |
|
Parceria e jeitinho em terras africanas Revista "Problemas Brasileiros" do SESC-SP Edição 387 - Maio/Junho de 2008 Brasil e África estão deixando de ter em comum apenas a afinidade étnica, um enraizado amor pela música e o compartilhamento de um legado escravagista que nada tem de glorioso. Neste começo de século 21, brasileiros e africanos residentes ao sul do Saara estão se tornando também importantes parceiros comerciais. Há anos, o volume de negócios entre o Brasil e alguns países africanos - especialmente Angola e áfrica do Sul - vem crescendo tanto que esse mercado é hoje o quarto mais importante para produtos brasileiros, principalmente industrializados. Máquinas, automóveis, artigos de informática, eletrodomésticos, alimentos enlatados compõem 80% de nossa pauta de exportações para aquele continente. As vendas para o Brasil, por sua vez, também vêm aumentando, e as enormes quantidades de petróleo nigeriano que chegam todos os anos aos portos brasileiros são as responsáveis pelo pequeno superávit em favor do continente africano. No total, o volume de negócios envolvido nessa corrente de comércio saltou de US$ 3,5 bilhões em 1997 para espantosos US$ 15,6 bilhões em 2006, ano em que US$ 7,4 bilhões em mercadorias saíram do Brasil para o outro lado do Atlântico. Em 2007, foram US$ 8,5 bilhões - valor oito vezes maior do que o do começo dos anos 1990, quando as vendas para a áfrica não passavam de US$ 1 bilhão, e quatro vezes o de 2001, quando as exportações somaram cerca de US$ 2 bilhões. "O mercado africano é carente de produtos industrializados, já que as fábricas estão concentradas na áfrica do Sul, país responsável pela metade da produção industrial e por quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente", diz Adalberto Camargo Jr., secretário-geral da Câmara de Comércio Afro-Brasileira, sediada em São Paulo. "Se o Brasil souber aproveitar o espaço que já conquistou e detectar novas oportunidades, poderá vir a desempenhar um papel fundamental na economia da região." De acordo com Camargo, em alguns países isso já está acontecendo. Em 2006, Angola adquiriu de empresas brasileiras o equivalente a US$ 836 milhões, uma elevação de 60% na comparação com 2005. Já as vendas para o Congo aumentaram 15 vezes desde 2002. Para a própria áfrica do Sul, o crescimento das exportações foi de 205%, e para a Guiné Equatorial, somente entre 2006 e 2007, de 220%. |