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Nova política industrial anima empresários da Paraíba

Jornal Correio da Paraíba - 14/05/08 - 09:41

Os empresários paraibanos estão otimistas quanto às novas regras da política industrial anunciadas na segunda-feira pelo presidente Lula. Apesar disso, eles apontam limitações no plano federal e pedem mais mudanças principalmente para reduzir a carga tributária. O diretor da Light Infocon (empresa paraibana de software) e presidente da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande, Alexandre Moura, classificou como "positivas" as medidas. Na opinião dele, entretanto, as ações precisam ser mais "democráticas", com o objetivo de ampliar benefícios para empresas não exportadoras. Ele explica que a Paraíba possui pelo menos 350 empresas de tecnologia e que no máximo 4% delas vendem para outros países. Moura também afirmou que o Brasil precisa vencer barreiras como deficiência de infra-estrutura, alta taxa de juros e burocracia tributária.

De acordo com o empresário, existem em torno de 15 mil empresas de software no País. Dessas, 500 são exportadoras. Assim, apenas 3,3% do segmento terão acesso a todas as vantagens previstas na nova política industrial. "Não é que não terão nada, mas os exportadores têm direito a 100% dos benefícios. Os demais, só têm direito a parte", explica. Na Paraíba, são entre 350 e 400 empresas de software e, no máximo, 15 delas exportam (4,2%). Elas não divulgam faturamento, mas no ano passado apenas o consórcio PB-Tech (formado por dez empresas paraibanas) exportou US$ 1,3 milhões (R$ 2,164 milhões) em produtos, segundo Alexandre Moura.

Entre as medidas que vão beneficiar o segmento a que promete mais impacto é a que reduz os encargos sobre a folha de pagamento. "A desoneração da folha é o mais importante. Hoje o maior custo das empresas de tecnologia é com pessoal", afirma Moura. A proposta do governo é reduzir em 10% os encargos sociais e diminuir também a até zero a contribuição das empresas ao chamado "Sistema S" (Sesi, Senai, Sebrae e outros organismos de apoio ao setor produtivo).

O diretor da Light Infocon também ressalta a medida que prevê redução das alíquotas de PIS e Cofins, o que beneficiará as empresas que investirem mais em inovações tecnológicas. Entre as metas do Governo com a nova política industrial está o aumento dos investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento para 0,65% do PIB até 2010.